Equilíbrio

“Equilíbrio” significa harmonia, estabilidade, solidez. É o estado daquilo que se distribui de maneira proporcional. Viver em equilíbrio não é, portanto, atingir um estado “ideal” de “felicidade”, mas um reajustar constante dos modos que cada um encontra para se adaptar às exigências internas e externas, visando encontrar uma forma de viver satisfatória e gratificante.

O processo

Equilíbrio é por isso a palavra chave na abordagem da clinica OPIN. Se o ser humano é em grande medida, o resultado dos seus hábitos comportamentais, relacionais, emocionais e cognitivos, viver com mais equilíbrio pode ser visto como um processo de exploração, análise e eventualmente alteração e criação de novos hábitos, na procura da potenciação de recursos internos e externos, individuais, sociais e familiares, etc., mais do que ficar só focado na eliminação imediata de problemas ou sintomas.

O ginásio do neurónio

Se é importante investir em bons hábitos a nível da alimentação e o exercício físico, é  fundamental investir em bons hábitos relacionais, emocionais, e mentais.

Efetivamente, num mundo cada vez mais frenético e desafiante, torna-se crucial existir um espaço e um tempo de interioridade, dedicado ao desafio que mais constantemente permanece ao longo de toda a vida humana: o saber refletir sobre, conviver com, e expressar adequadamente, quem se é. Esse espaço pode ser visto assim como, um “ginásio do neurónio”.

A pessoa

Tal implica necessariamente, pensar o ser humano enquanto ser complexo, integral, biopsicossocial, mediante uma abordagem multi e transdisciplinar, multidomínios, e multimétodos, e sua articulação e integração ao caso particular de cada pessoa.

Assim, o físico e mental, biológico e psicológico, pessoal e relacional surgem enquanto sistemas interdependentes em constante mudança e desenvolvimento e caraterizam a especificidade de cada indivíduo, que tem um poder ativo na sua própria transformação.

Tal implica igualmente, a oferta de serviços e profissionais que atuam numa diversidade de domínios e níveis, advogando que a saúde é mais do que a ausência de doença, que o bem estar é mais do que a ausência de mal-estar, e que o indivíduo é bem mais do que o seu sofrimento ou patologia.